Olaolaolaaaaaa!

O que venho fazer hoje? Venho resenhar o livro Azeitona, do autor brasileiro Bruno Miranda (AKA Bubarim no iutubio). 

Então vamox lá.



Minha história com esse livro foi um pouco curiosa. Meu melhor amigo havia apresentado o canal do Bubarim para minha pessoa fazia uns bons meses. Vi alguns vídeos, achei ele legal... E aí acabou. Recentemente, porém, estava eu na casa desse mesmo amigo e, em determinado momento, enquanto ele assistia o histórico de snaps dos contatos dele, abriu o do Bruno. “Do Bruno”... Olha eu fazendo a íntima. 

Vimos os snaps dele juntos, e aí o bixin estava viajando e falando que visitaria Porto Alegre no dia seguinte, para divulgar o livro dele. Olhei para meu amigo, com a típica cara de bunda que dizia “opa, mais um vlogger recém saído da adolescência lançando biografia?”. Fiquei bolada. Gostava dele.

E um parênteses imaginário aqui só para deixar claro que: sou super a favor de vloggers e, inclusive, curto quando lançam coisas e não me oponho a terem fãs que adoram esses produtos. Mas fico boladíssima quando uma menina de 15 anos ganha apoio financeiro e tudo mais de uma editora para lançar uma biografia de vida. Que vida? Miga cê só tem 15 anos e fala de assuntos rotineiros na internet! Você vai falar o que? Sobre a primeira menstruação? Primeira vez comendo no mc donalds? Temos vários autores e autoras boas com livros engavetados porque as editoras não querem dar base, e aí…. Bom… Enfim.

Quando reclamei disso para meu amigo, ele disse: “Não! Tá aí a parte legal. É livro de história mesmo!”

Fiquei chocada. Impactada. Embasbacada. Perguntei sobre o que era (por que é mais fácil perguntar do que digitar duas palavras E procurar no Google).

“Ah, é sobre um menino e uma menina que acabam fingindo que são um casal pra entrar num reality show lá, mas ela tem namorado”. Foi mais ou menos assim a sinopse modesta que meu amigo que deu. Gamei adorei amei choquei né. Cês sabem meu amor com essas coisas de ~fake relationship turning real~…

Nas noites seguintes passei várias horas assistindo vídeos do canal do Bubarim porque restabeleci uma nova base de respeito com ele. O cara tem 21 anos e vai lançar um livro de ficção. Come here and lemme Love you.

Googlei sobre o livro e achei em pré-venda (eu acho) na Saraiva. Claramente aproveitei o frete e comprei mais um outro, que cês vão ver resenha mais pra frente, mas enfim…
Nunca vi um livro chegar tão rápido lá em casa. Acho que demorou três dias úteis só. Claro que o outro veio separado e demorou duas semanas, mas isso são detalhes. 

Assim que chegou, naquela mesma noite, iniciei a leitura. Confesso, no entanto, que larguei ele depois de umas trinta páginas, e fui pegá-lo novamente apenas uma semana depois.

O motivo?

Bom, menina Larissa está acostumada a ler muito romance. Quando vi a premissa do livro - um menino convida uma colega pra participar de um reality show de adolescentes grávidas a fim de ganhar o cache fingindo que eles são um casal com um bebê - esperei que tudo embasasse o romance. Como de costume. Mas foi aí que errei. 

Azeitona não é um romance. Ele pode ter romance, mas é basicamente uma narrativa da vida do protagonista, um jovem de 17 anos que mora apenas com a irmã mais velha desde que perderam os pais cedo e de forma abrupta. Mostra sua dificuldade em lidar com ser um peso pra irmã, e sua cabeça adolescente, vezes ousada e vezes madura.

E é aí que me surpreendi. Quando rebootei meu sistema e deletei as informações pre definidas que tinha do livro antes mesmo de lê-lo, percebi o peso emocional bem descrito nas páginas, e admitirei que a história tenha sido escrita por um jovem brasileiro de 21 anos. Não tinha vícios de escrita, não tinha problemas narrativos. Claro que isso sempre pode ser agradecido aos editores, revisores e etc, mas o estilo de um texto vem do autor, e o Bruno está de parabéns com o seu.

Super indico Azeitona a todos que querem se desprender apenas do romance e ler uma história juvenil e divertida, que aponte problemas familiares e do dia a dia, tanto escolares como em sociedade no geral. A narrativa também dá peso para a mentira e a proporção que ela pode tomar ao não analisarmos todas as suas consequências. 

E agora? Além de indicar o livro, ficar feliz por Bruno ter conseguido a oportunidade de publicar sua história e que eu tenha conseguido aproveitá-la, fico aqui no aguardo para a próxima história do youtuber, que me fez mais fã dele depois desse projeto autoral. 

Amém graças a Deus Inês Brasil. 


PS: perdoem a miga aqui, esse texto foi digitado no celular enquanto esperava o início de uma aula de japonês e, sendo assim, pode conter uns vários typos.

PS2: Achei o título estranho totalmente condizente com o estilo do livro depois que terminei de ler... Mesmo que no começo tenha pensado ???????????????
EU EUMESMINHA IRENE estava entediada aqui, olhando pra tela enquanto esperava minha panelinha de miojo esfriar (não sei vocês, mas não rola comigo comer ela logo depois de tirar do fogo. Tenho amor pelas minhas papilas gustativas), e aí pensei: vou resenhar aquele dorama que falei no Snap que ia resenhar. Ao menos me entretenho enquanto a miojo esfria.

E AÍ ACONTECEU ESSE MOMENTO MÁGICO, onde eu me dei conta que "Enquanto a miojo esfria" poderia ser uma nova coluna. Focada em coisas asiáticas, porque miojo, ramen, ásia. ÓTIMO, todo mundo pensa assim né? Claro. Óbvio que sim. Perfeito.

Sendo assim, apresento pra vocês:



Ficha informativa
Título: You're all surrounded ( 너희들은 포위됐다 )
Título pt/br: Vocês estão todos cercados
Episódios: 20
Data de exibição: 07/05/2014 à 17/07/2014;
Durante as quartas e quintas feiras.
Emissora: SBS
Diretor: Yu In Sik
Roteirista: Lee Jung Sun
Elenco: Lee Seunggi (my girlfriend is a gumiho), Go Ara (Reply 1994),
Ahn Jaehyun (Blood), Cha Seungwon (Greatest Love).

Sinopse: O drama acompanha quatro detetives novatos dentro da delegacia de Gangnam (bairro nobre), em Seoul, sob a chefia do conhecido detetive de homicídios Seo PanSeok (Seungwon). O protagonista, personagem interpretado por Lee Seunggi, possui um segredo e um passado traumático que o levou a escolher a profissão por vingança. Pessoas que se conheciam no passado se cruzam novamente mais de 15 anos depois.

Resenha

Demorei mais ou menos... Quando esse drama lançou? 2014? Então demorei dois anos para ver ele. Quando foi anunciado que Lee Seunggi começara a gravar um novo drama, e que era policial, logo me empolguei. Sou apaixonada pelo cara, e adoro histórias policias (duh). PORÉM, por algum motivo, as propagandas e imagens promocionais na época não me empolgaram. Passei mais ou menos um ano com o drama completo baixado no meu hd, sem vontade de ver.

Um certo dia, na praia, entediada, abri o primeiro episódio.
Assisti até a metade e fechei. O começo parece uma comédia pastelão. O decorrer do episódio, um saco.

Uns meses depois, decidi dar mais uma chance.
Amém aleluia viva nossa deusa toda poderosa Inês Brasil por essa minha escolha.

Eis que, depois do início com uma tentativa desesperada de abraçar a comédia exagerada japonesa, e o resto todo do episódio apenas mostrando o passado e embasando a história real do dorama, FINALMENTE ele fica bom. Bom no sentido de que acabei vendo vários episódios, um atrás do outro. Assisti assim... com afinco.

Aparentemente, a proposta que o time de marketing da emissora quis passar não era a vibe original do drama. Tanto a cena inicial quanto as imagens promocionais davam a entender que a história teria aquele tom de comédia que a gente vê e tipo "hahah-não", sabem? Que o personagem faz tudo exagerado, corre demais, cai em pose, ri alto demais... Etc. Já a história mesmo, que começa a se desenvolver e segue padronizada até o final, envolve suspense, comédia bem relacionada com os momentos, drama e um bom romance - que não tira o foco da história central.

Lá pelo quinto episódio me surpreendi o quão diferente são aquelas primeiras impressões que esse dorama passa. NADA do que eu pensei que era a base acabou sendo. Não tinha humor besta, não tinha rotina aleatória de delegacia. Tinha muito drama, histórias entrelaçadas e suspenses que nos deixam questionando várias coisas. Tinha assassinado cold case, desconfiança e corrupção da polícia sul-coreana; além de atentar às desavenças que existem entre promotoria e polícia por lá. Me questiono agora, inclusive, se a promoção desse dorama como algo mais bobo e alegre não foi para amenizar essas sugestões de corrupção e tretas que a história de fato fazia. Afinal, emissoras e produtores também tem medo do que a política e orgãos públicos podem fazer com eles caso estejam insatisfeitos com as insinuações de que são sujos, né? rs. Sabemos bem. (bjs Globo).

Fiquei surpresa também, ao final da história, em como ela foi bem fechada, considerando os diversos vieses nos quais ela levava. Os produtores conseguiram fechar sem muito auê e sem pressa a maioria das plotlines que precisavam de respostas; encaminharam o romance, o drama do protagonista, a história dos outros personagens. Perto de vários finais infelizes de doramas que já vi, e que estragaram uma boa história, fico feliz que nesse não houve nada que deturpou o roteiro. Para quem quer um final bem feito e realista, podem assistir com fé :)

No geral, acabou entrando na lista de dramas mais bem feitos que já vi. Bem construídos. Boa história, boa produção (tirando aquela primeira cena, claro) e boa atuação. 

Indico para todos que pretendem assistir, no entanto, que não julguem a história pelo primeiro episódio. Não desistam de cara. Esperem para largar se, lá pelo terceiro episódio, ele não conseguiu prender vocês. Juro que o primeiro ep não serve como parâmetro para a história. 

<3 E é sempre uma ótima indicação para assistir enquanto sofremos até o Seunggi sair do quartel - que, pelas minhas contas (sou de humanas, desconsiderem qualquer coisa), acontece só no final de 2017. Triste realidade. Mas vamo la, vâmo fazendo porque deus disse faça por onde que eu te ajudarei então é aquele ditado né.



Vocês precisam estar conscientes de duas coisas antes de ler “A verdade sobre nós”, da autora Amanda Grace:

Essa é uma história de amor

Nem todas as histórias de amor são como esperamos.

Melhor pedida para quem curte o gênero romântico/juvenil, narrativa em primeira pessoa e um pouco de dor, A Verdade Sobre Nós é a leitura indicada para desopilar sem necessariamente pegar um livro intenso, mas que ainda assim te deixe pensando e questionando fatores interessantes.

Em primeiro lugar, quero deixar claro do que se trata o enredo: uma aluna de 16 anos, precocemente na faculdade, apaixona-se pelo professor, 9 anos e meio mais velho.

Quando comprei, o que me ganhou foi a capa (sou fútil, cês já sabem) e a sinopse. Queria esses clichês que nos divertem com um amor proibido e tudo acaba bem no final.

Oh... se não estava eu longe da realidade. 

Quando abri o livro, já levei um chute: a narração, em primeira pessoa, é feita no formato carta. Mas não assim, tipo aqueles livros que abrem e fecham um e-mail a cada capítulo. Não. A narrativa toda segue igual do início ao fim, sendo interrompida aqui e ali, mas sempre mantendo a premissa: a protagonista escrevendo uma carta ao cara, revivendo toda a história deles. Em nenhum momento essa dinâmica muda.

E é surpreendente como, ainda assim, a autora consegue transportar o leitor para a realidade da história. Pela primeira vez - dentre minhas leituras - pode-se ver uma situação não fantasiada de um romance clichê fadado a dar problemas; a visão apaixonada, mas ainda inocente, de uma menina de 16 anos (que, por mais adulta que seja, teve suas características adolescentes muito bem descritas em seu discurso na “carta”, onde se pode identificar o despreparo ainda latente para a vida e os problemas ainda inocentes da trajetória de alguém que está começando a querer sua independência).

Esse livro não foi, em nenhum momento, uma leitura que me desapontou. Me surpreendeu, me deixou triste e emotiva (nada muito intenso), mas não me deixou insatisfeita com o desenrolar da história. Foi aquele tipo de situação onde pressentimos e vemos o que vai acontecer, mas nem por isso se torna menos interessante quando chegamos lá no final.

~
A todos que desejam fugir do clássico romance, recomendo A Verdade Sobre Nós, que vocês podem encontrar pra vender na Saraiva, Submarino ou Amazon.br (mais barato até a data).

:) 



Oi.

Não sei como começar esse texto, mas queria falar um pouco de moda, medos e sociedade.

Ultimamente venho recebendo elogios que giram em torno de “nossa, como você tá bonita”, “nossa, adorei tua maquiagem”, “adorei o batom”, etc., e outros que, na minha concepção, também considero como positivos: “nossa, como você tá diferente!” e todas aquelas frases que seguem a palavra-chave “diferente”, ditas nem sempre na melhor das entonações.

E aí me perguntam qual meu estilo... E eu não sei dizer.
Como assim?

Não sei. Pra começar, não sei porque, finalmente, pela primeira vez na vida, (taca aposto na frase, larissa, taca mais que tá pouco, ficou linda a construção) estou começando a formar meu estilo. Meu. Não do amiguinho. Não da tv. Não das pessoas que andam na rua e olham. Meu.

E isso se deve, basicamente, a dois fatores de importância equivalente:


Ser mulher sem medo.
     Até o ano passado só saía de casa de calça jeans. Não por falta do tão chamado “estilo” (que eu acho uma palavra babaca usar em qualquer tipo de texto), mas porque sempre tive muito medo. Medo de ouvir cantadas, das cantadas irem mais além, de ser tocada, olhada, desejada. Qualquer mulher entende essa situação. E o louco é que isso está tão enraizado na nossa cultura que nunca tinha questionado o medo como resultado de uma ação machista. Até pouco tempo eu simplesmente entendia que era natural nós mulheres termos medo de andarmos na rua. Simples assim. Homens vão te cantar e falar coisas nojentas pra você, e se você não gosta, faça de tudo para não chamar atenção. É isso aí. Eu não ia nem ao mercadinho usando shorts. Passava de cabeça baixa ao lado de homens estranhos na rua, com medo de um contato visual sem intenção que pudesse dar alguma liberdade para o cara. Isso tudo até eu perceber o quanto ESSA realidade não era normal. Até as pessoas a minha volta me mostrarem que podia ser diferente. Eu nunca questionei isso, nos (até então) quatro anos que estava na faculdade de jornalismo... Ironias da vida. Shame on me.
Então, pelo medo, me prendia dentro de mim. Não usava vestidos, saias, nem nada demais, porque roupas diferentes atraem olhares, e olhares podem incluir algum olhar sujo que vou odiar. Podem não... VÃO incluir olhares assim.
Só que isso começa a encher a porra do saco. Aí, após finalmente perceber que meu comportamento era muito triste, e que aquelas fotos de roupas super estilosas que eu curtia na internet eram as que eu gostaria de verdade de estar usando, veio o segundo problema.


A segurança e a autoconfiança.
INCRÍVEL como vivemos dependentes né?
O problema é que a mídia erra. Erra demais quando ditam as pessoas como dependentes da moda. Não somos dependentes da moda, somos dependentes da aceitação da sociedade. O fato de sermos nós mesmos a compor a sociedade é detalhe, aparentemente, porque o cérebro não parece processar o significado disso. Parece não absorver que, se somos nós a sociedade, por que temos medo?
Mas eu tinha. Muito. Medo de todos olharem quando eu passasse. De acharem minha maquiagem demais... Ou de menos. Medo de virar a garota estranha que todo mundo sussurra nos corredores. Medo de ser conhecida não pelo que faço bem, mas por usar uma roupa ou ter um “estilo” diferentão~. Medo de não me encaixar no padrão da sociedade, de forma resumida.
E ISSO É MUITO LOUCO. Porque sempre jurei ser contra essa ideia.
Era contra, mas fazia igualzinho. PARABAINS PRA MIM.
Por causa desses medos, dessa necessidade de agradar essa selva moderna, me esforçava ao máximo para m encaixar. Só que ao me encaixar, acoplava junto o medo já citado. Isso fazia com que passasse os dias sendo normal. Normal demais. Passando despercebida, porque “ao menos assim ninguém fala nada”. Isso parece diário de adolescente de um livro Young Adult, mas quero deixar claro que esses pensamentos não ocorriam de forma consciente. HOJE eu sei que eles existiam. Mas até pouco tempo? “Me visto assim, igual todo dia, porque eu gosto.” Ou “Não ponho saias porque não fico bem nelas”. Essas eram as frases que permeavam minha mente, e que eu solenemente acreditava. Sério.
Com o passar do tempo, eu fui sumindo. Sumindo tanto que me perdi.
Posso culpar minha situação familiar, ou meu trabalho de conclusão. Mas nada disso suporta sozinho toda a culpa. Eu sempre fui uma pessoa que gosta de mostrar. Mostrar que sabe, mostrar que faz. Não tenho vergonha nenhuma de assumir isso. Nunca tive. O irônico é que, enquanto falava isso, não fazia muitas coisas que queria, tudo por vergonha. Weird.
A depressão veio. A depressão consumiu.
Meses foram passando.
...

MAS aí as coisas começam a mudar.
Sempre dizem aquelas baboseiras né, de que alguma coisa acontece quando chegamos lá no fundo do poço e XABLAU, as engrenagens começam a girar de novo. No meu caso foi gradativo. Foi bem de vagar, e eu não vi acontecer.
Comecei a trabalhar com uma amiga fantástica. Ou, que, no caso, se tornou uma amiga fantástica. Independente dos problemas, iguais e piores que os meus, ela nunca deixava aparentar nenhum sintoma de que o mundo, a sociedade em si, a afetava. E eu sei que afetam. Mas o mágico nisso tudo é que ela não deixava de ser ela mesma. Conviver todo dia no mesmo ambiente, vendo outra perspectiva, tão igual e tão diferente, me deu mais luz do que eu esperava. E aí se já não bastasse uma colega fantástica, me deparei em frente à outra mulher foda. Que me mostrou tanta coisa que os butiás caem do bolso só de pensar. Que luta e defende o que ela acredita, que não se deixa importar com os múrmuros idiotas e faz deles sempre uma escada pra ir mais e mais alto. Me orgulho pra caralho por ter a oportunidade de conviver com essas pessoas fantásticas e todo um circulo de gente linda, que me deram novas perspectivas. Não tenho nenhum problema em dizer que incorporei o look porque, pela primeira vez em... sei lá quanto tempo, eu estava confortável com meu lugar no mundo e com quem eu era.
Fui aprendendo aos poucos que, migue, seje menas, e não seja mil coisas, seja apenas você. Seja você, mesmo que sua vontade seja botar uma calcinha na cabeça, ou pintar as sobrancelhas platinadas. Seja você e foda-se o resto. Pode parecer piada, mas aquela frase “Ninguém paga minhas contas pra poder dar pitaco na minha vida” nunca foi tão real.
Por que eu tinha tanto medo de ser julgada? No final, então, eu preferia que assumissem que eu era uma pessoa que eu NÃO era, só para ser aceita sem questionamentos? SÉRIO? Posso usar a expressão “shame on me” de novo?
Aí acontece que muita gente que diz “nossa Larissa, tá diferente!” na verdade ‘tá me conhecendo pela primeira vez.
Oi, prazer, eu sou a Larissa. Eu gosto de maquiagem escura, roupas cintura alta, all star e saltos nas horas vagas. Eu gosto de ver novelas asiáticas, escutar música coreana e acompanhar mangás e animes. Amo música pop, aquelas bem comerciais mesmo, tipo justin bieber e Britney Spears. Leio fofocas de famosos americanos e sou bem chata quanto às fontes de noticias desse mundo. Acompanho um milhão de séries de televisão americanas/britânicas e leio muuuito livro adolescente, jovem adulto e romance. Nunca gostei de ir a festas e prefiro muito mais uma jantinha com os amigos - mas se me obrigarem ao menos me levem num barzinho, e não numa balada. Gosto de livros - e histórias no geral - de ficção, que envolvam personagens sobrenaturais, principalmente anjos. Não tomo muito café (independente do fato de ser jornalista), porque não me faz bem e não acho o gosto lá tudo isso. Não tomo chimarrão e não entendo como acham gostoso, por mais que seja, em grande parte (lol), gaúcha. Coleciono cds de pop coreano, livros, e dvds de series. Amo estudar o cenário da cultura pop (de todo lugar!). Não consigo saber apenass metade de uma história (isso me leva a passar horas e horas stalkeando a vida de personalidades ou subcelebridades pelos mais diferentes motivos). Leio romances de banca! Fui e sempre vou ser fã do RBD – é, da novela Rebelde. Amo a cultura coreana. Sou estranha. Falo demais. Quero sempre me tatuar.
E, o que mais me orgulho hoje:
Não ligo a mínima para a sua opinião.

De uma forma educada. De uma forma boa. Não ligo. Mesmo.  <3

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Ah, mas e o medo do abuso nas ruas?

Bom, ele ainda tá firme e forte. Mas sem o segundo medo para embasar, eu fui capaz de suprimir ele a ponto de conseguir perceber que, se eu não impor minha vontade, vamos (vou) continuar nessa realidade de merda pro resto da eternidade. 
As fotos da festa saíram.

Esse começo pode parecer quele email que as tias pouco tecnológicas sempre abriam e depois pediam para arrumarmos o computador porque "não sei como, mas encheu de vírus". MAS É MUITO ALÉM. 

ESSE POST FOI FEITO COM TOTAL INTUITO de poder dar um uso decente para as 567898765 fotos do dia 22. 

Então vamos lá que a narrativa vai começar. 

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Manhã do dia 22 de janeiro de 2016. Calor intenso (tinha escrito intenÇo. Ótimo para um texto que narra meu dia de formanda jornalista), noite mal dormida depois de horas enrolando brigadeiro e arrumando o salão. Às 11h todo um banho - porém não lavo o cabelo, não queria lavar muito pra tinta vermelha não ir pelo ralo antes da formatura, quem é ruiva de farmácia sabe como funciona -, passo uns 10min achando uma roupa que, primeiramente, fosse fresca e confortável num dia sinônimo da passagem de satã na terra e, SEGUNDAMENTE, que fosse com botões, para que depois pudesse tirá-la sem passar esfregando a massa corrida da cara ou o laquê mantendo o cabelo fixo - eternamente - no lugar.

Ao meio-dia desço para o centro de carona com minha vó (a vó de vocês não dirige? oh well), passo no drive e vou ao salão. Chegando lá peço encarecidamente uns minutos para engolir aquele hamburguer e batatinhas antes de lavar e pentear o cabelo. Havia boatos de que eu estava com fome.



Cabelo lavado (aeee!) e escovado (e enrolado, e laquezado e o caralhoaquatrozado), fui ao outro salão, onde havia marcado com a maquiadora para as 14h. Depois de algum tempo deitada na maca da moça enquanto ela fazia arte em meu rosto - que eu rezava que ficasse mais barroca e menos Romero Britto -, me levanto e me olho no espelho. DAMN, EU ESTAVA FABULOUSA (mesmo que ainda de cabelo enrolado tipo dona Florinda)!


Voltei pro salão anterior, fiz o resto do meu cabelo, e me dirigi pra Unisinos, porque a formatura era às 18h, mas os formandos deviam estar lá as 16h. Foda-se o calor né, bora passar 39h com aquela toga (feat aquele babeiro apertando o pescoço e confirmando que a gente vai morrer).
Depois de um tempo ridículo procurando onde estava a sala onde nos arrumaríamos ("vai ter sinalização", eles disseram. "fácil de achar", eles disseram), botei meu vestido lindo emo-gótica-rebelde-suave no cabide e vesti o manto satânico que me faria passar calor pelas próximas infinitas horas. Tava bem feliz sobre isso né.


AÍ, DEPOIS de fotos, calor, brinde, fotos, calor de novo, mais calor, e um pouco mais de calor - caso não tenha ficado claro - nós entramos em formação para esperarmos entrar. E por formação lê-se: todo mundo quicando no lugar e fazendo algazarra no segundo andar do auditório. Tinha passado alguns minutos das 18h quando, finalmente, nossa dinda (ou, como gostam de chamar, "nossa paraninfa") nos buscou e nos levou até o palco, onde subimos e sentamos naquelas cadeirinhas (aparentemente o cenário é parecido em toda fucking formatura, então cês sabem do que eu tô falando).  FUN FACT PRA VOCÊ que vai na formatura e fica abanando pro formando: a gente não consegue ver porra nenhuma. Sério. Com sorte a gente acha a nossa família na área VIP (que fica bem na frente/meio do palco); de resto só lá fora. Tem muita luz e fumaça atrapalhando a visão. Entendi como sou fã otária quando vou em shows e digo OMG O ÍDOLO OLHOU NA MINHA DIREÇÃO. Olhou é porra nenhuma, o cara tá é olhando pro além tentando enxergar um palmo na frente da cara com todas as luzes que ficam contra ele. 

Mas enfim...

Teve o juramento; e a chamação de todos os formandos lá pra pegar o canudo. Eu derrubei o barrete (chapéu) na frente da banca. REGRET NOTHING. Depois de todos veio a homenagem dos pais. Eu era a única gótica suave no vídeo, usando preto e com batom roxo. Os familiares dos outros formandos devem ter pensado "coitadinha dessa menina, perdeu a alma pra satã". Me emocionei um pouco a partir daí já.


Aí veio o discurso da turma. Tudo ok. "Tá tranquilo tá favorável". MAS O QUE ME FODEU FOI O DISCURSO DA PARANINFA. Por algum motivo que só Lady Gaga (deus) explica, no meio do discurso da nossa Dinda eu já tava meio assim:


Tainá me olhava e dizia "não chora, filha da puta". E eu tava meio "não vou chorar. não... tá to chorando mas depois disso não vou chorar. juro".

Nesse meio tempo eu e menina Tainá achamos os migs na plateia, e decidimos encarar eles por tempo indeterminado até que eles parassem de usar o celular. QUE ABUSO, NÓS NOS MAQUIAMOS, LINDAS, E ELES ESTAVAM NO CELULAR. Filhos, olhem pro palco, as estrelas estão ali.


Depois de toda a farofada da formatura, saída, calor, fotos com a família, calor, troca de roupa, resgate e do meu quadro de formanda (vide foto abaixo), estava pronta e fabulosa para ir à minha festa.


Cheguei na festa cheia de amor pra dar, no melhor estilo ME AMEM, VADIAS, A DONA DO MUNDO CHEGOU

porém não tinha praticamente ninguém ainda ali e minha entrada triunfal falhou miseravelmente.

Mas logo os convidados chegaram, tiramos muitas fotos, comemos (tá, queria ter comido mais, mas não deu tempo. To triste até agora sobre isso) e aí a pootaria começou - mentira, só a música. a putaria teve que ser deixada pra depois.



Dançamos muito, tive muitas fotos espontâneas parecendo o capiroto, rodamos a bahiana, perdi competição de beber meio copo de chopp (nada de novidade aqui né migos), e no final foi a melhor festa da minha vida <3 Obrigada a todos que participaram. Muitos deles agora me odeiam porque fiz esse mural lindo com fotos - muitas vezes - vergonhosas:


Mas não existe evento da Lari sem pagação de mico e vergonha alheia/própria né, migos? 

Obrigada a todos que participaram e, caso queiram as fotos bonitas, fiquem ligados que essas vão pro FEICE e pro INSTA. Beijos de luz <3

  
(SPOILERS POR AÍ. BE AWARE)


O título provisório desse post na verdade era: A resenha que eu não queria estar escrevendo.

Sério. Foi o título que pensei inicialmente para esse texto. Mas, se formos considerar, também não tinha nos planos traçar um paralelo entre dois livros, no começo queria apenas falar sobre minha experiência lendo a série After, de Anna Todd.


Por sorte, enquanto pensava muito sobre a resenha e pouco escrevia, tropecei no livro Meu Romeu (Leisa Rayven) e ele me cedeu mais ou menos o material que eu necessitava, e que encaixava com a minha forma de pensar enquanto se tratando da construção de personagens masculinos badboys em livros YA atualmente.



Nossa... que frase clichê né?

Sempre odiei aqueles tietes do Pequeno Príncipe, principalmente porque boa parte delas (e deles) não entende metade da mensagem e só fala sobre para parecer cult. Mas, por que, então, estou usando essa frase sendo que nunca fui entusiasta da obra?

Bom, O Pequeno Príncipe foi um dos livros com o qual aprendi a ler... Com quatro anos. É, nunca fui uma criança muito normal. 

Nossa lari, mas por que tu tá contando isso? Porque quero que vocês entendam da onde veio o embasamento sobre o que vou escrever em seguida. 

Então.

Minha mãe leu esse livro quando era jovem e realmente amava/ama ele. Não lembro de nada que li quando tinha meus 4/5 anos, e provavelmente deveria ler agora, novamente, depois de adulta. MAS há uma coisa que nunca vou esquecer, porque foi com ela que aprendi algumas verdades sobre a vida: "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". Não sei quando foi a primeira vez, mas associada às memórias da minha infância está a imagem da minha mãe me olhando nos olhos e dizendo "lembra filha, tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas". Não só uma vez, mas várias, enquanto crescia (e até hoje). Para falar a real, eu não sei nem exatamente em que contexto essa frase é usada no livro; sei que tem algo que ver com uma rosa dele. No entanto, o importante é que foi essa frase, repetida diversas vezes enquanto crescia, que me fez parte da pessoa que eu sou hoje. 

Em uma conversa informal com meus amigos acabei citando a frase, e percebi que sou fiel à ela até hoje, independente do sentido que interprete. Normalmente prefiro pensar nela como uma espécie de descrição para o karma, só que de um jeito mais legal de expor.

Recentemente me vi obrigada a conviver com uma pessoa daquele estilo que inicialmente não agrega nada de realmente bom na nossa vida; que faz nossas costas pesarem, nosso corpo implorar por alivio da tensão que carrega quando a pessoa está por perto; que faz nosso peito apertar fisicamente com aquela sensação de auto-preservação e, no meu caso, mais forte que isso, a sensação de preservar e proteger aqueles à minha volta. Resumidamente: aquela pessoa que a gente sente um aperto no estômago ao olhar nos olhos, que faz a gente se sentir levemente constrangida por pensar logo no primeiro encontro que ela não deve ser boa gente, mas que no final acaba confirmando a ideia com o passar do tempo.

No início me senti encurralada. Ninguém quer uma pessoa negativa perto daqueles que protegemos com tanto afinco e, pensando de forma mais egoísta, muito menos perto de nós. Porém, com o passar - vagaroso, infelizmente ressalto - do tempo, comecei a perceber um lado diferente dessa situação. E se essa pessoa veio para nos fazermos lembrar, presenciar e repudiar algo que, se não nos policiarmos, podemos nos tornar? 

Me orgulho da criação que minha mãe me deu. Posso ser cabeçuda, teimosa e até mesmo convencida nas horas vagas. Mas nunca, nunca abuso conscientemente dessas coisas a fim de fazer alguém se sentir mal. Nunca admitirei ver uma pessoa tratar outra com inferioridade, principalmente ao se tratar de alguém com um status levemente - ou bastante - superior tirando vantagem daqueles desprovidos de algum poder. Nunca deixarei de me chatear ao ver alguém ser rude gratuitamente com outra pessoa.

E é isso que me faz sentir uma insatisfação tão grande. Ver alguém amargo, insatisfeito com a vida, tratar alguém, um outsider, que nem conhece, de maneira rude simplesmente porque sua vida não corre da forma como desejaria. 

E SABE O QUE É O LEGAL? É que, ao agir assim, tão amargamente, a pessoa põe em execução a minha interpretação da frase do Pequeno Príncipe. Você é capaz de tratar mal uma pessoa pelo simples prazer de descontar suas frustrações em alguém que não tem nada relacionado aos seus problemas? Pois então seus problemas vão se multiplicar, e esse comportamento infeliz vai voltar para você da mesma forma.

Por que as pessoas se tratam assim? e por 'se tratar' eu uso não somente a ideia de tratar a outros, mas sim a de tratar a si mesmo. Por que guardar tanta mágoa a ponto de derramá-la em pessoas paralelas aos seus problemas pessoais? Um professor que desconta nos alunos suas insatisfações, um filho que desconta nos pais suas falhas, ou uma mulher que trata mal ou é rude com um garçom ou empregada, cujo trabalho é servi-la com um sorriso no rosto. Ao fazer isso é como se você convertesse seus maus sentimentos em uma bolinha de tênis, com a ideia (consciente ou inconsciente) de tocá-la para longe, sabendo que está mirando numa parede: é idiota. Você acredita que a bolinha vai atravessar a parede. Mas ao jogá-la ela obviamente bate na parede e volta em cheio na sua cara.

É mais ou menos assim que acontece.

Cative sentimentos bons. Cative pensamentos bons, para que eles cresçam e então você se torne responsável por uma serie de bons resultados, e não por mágoas que de tanto guardadas se tornaram uma massa espessa e negativa que, em algum momento, vai consumir toda sua vida.


Eu realmente não sei o que ou o motivo de eu estar escrevendo isso; simplesmente me deu vontade depois da frase surgir em uma conversa descontraída com oz migz.

Eu só gostaria que as pessoas que levam sua bolsinha de maldade, mágoa, raiva e inveja junto do corpo pensassem duas vezes e enterrassem ela bem longe de si e dos outros, ao invés de tentar incessantemente empurrá-la a algum inocente a fim de que ele passe a carregá-la. 

E gostaria também que aqueles que tivessem a opção de se distanciar de pessoas assim o fizessem. Ninguém é Madre Tereza. Ninguém tem que ser tão bom a ponto de deixar sua própria segurança psicológica para estar ao lado de amigos/colegas/namoradxs/esposos assim. Pessoas negativas vão estragar sua vida pelo simples fato de já terem estragado a própria. 

Não se preocupe em abandonar relacionamentos assim, onde alguém suga sua força de vontade e te transforma em uma bengala psicológica. Você é melhor que isso. Sempre.