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Olha só. 
Eu de novo.
E nem demorou seis meses pra isso acontecer.
TO TENTANDO SER UM POUCO MAIS PRESENTE AQUI TÁ.

Hoje precisei vir aqui comentar sobre um filme que acabei de assistir, e que é a adaptação do primeiro volume de uma série sobrenatural young adult.


Cês já ouviram falar de Fallen, da Lauren Kate, né? Caso não, essa foi uma série literária que bombou mais ou menos na mesma época que Crepúsculo. Vocês lembram como com Crepúsculo veio a onda de séries sobrenaturais juvenis? Primeiro, claramente, as de vampiros e, depois, as angelicais.
Não vou negar, ainda amo. 
As angelicais, no caso. As vampíricas li tantos romances que peguei ranço. risos.

Mas sobre Fallen:
A série consiste em 4 livros, sendo eles Fallen, Tormenta, Paixão e Êxtase. Tem uns spin offs também, mas não vamos entrar nisso aí não.
Confesso que não lembro se li todos os quatro. Tenho a impressão que, na época, enjoei no terceiro. Mas vai saber né, lia muitos do gênero e posso ter esquecido. E por época me refiro o período de lançamento deles no Brasil, que foi de 2010 à 2012. 
Lembro que todo mundo tinha uma opinião mais ou menos parecida sobre Fallen nesse período (eu era uma pessoa mais presente no universo paralelo que eram os blogs literários nessa época), que se resumia em "Até é legal mas quando chega no meio da série não dá mais pra aguentar a enrolação e narrativa arrastada". 
JURO. Todo mundo tinha uma opinião próxima a essa. Sempre diziam que não era ruim, mas era cansativo. Não era empolgante. Paradinho. Entediante. Bom mas faltava tempero. Aquela coisa toda.

Bom, sabia por anos que tentavam lançar uma adaptação cinematográfica do primeiro livro. Fiquei sabendo há um tempo que finalmente tinham escolhido um elenco e divulgado uma foto promocional... Mas acabou por aí. Não vi mais nada sobre isso e não acompanhei mais.
Ano passado vi algo sobre o filme ter sido lançado. Caguei (sério lol). Eis que esse ano tropeço em um poster dele e decido assistir.

Assim que vi, quis registrar meu ponto de vista (vi pelo youtube, e li vários comentários críticos sobre o filme lá, o que me deu uma base de argumentação). Vale lembrar que eu li a série faz teeeeempo, mas lembrava dos acontecimentos e plot principal do primeiro livro. - e do terceiro, mas isso não vem ao caso.

Então segue comigo e vamos falar sobre o filme <3


carooolho ficou muito fiel à ideia da capa do livro!

Ficha técnica
Nome: Fallen
Produção: Hungria/Estados Unidos
Diretor: Scott Hicks
Gênero: Drama de fantasia romântica
Protagonistas: Addison Timlin (1991, EUA), Jeremy Irvine (1990, UK), Harrison Gilbertson (1993, AUS). *aka salada de fruta de etnias*
Ano de lançamento: 2016 (mas nos EUA só chegou em setembro de 2017 nos cinemas. surreal)
Ano de produção: 2013/2014 (era pra lançar em 2015 mas foi adiado)
Sinopse da Lari: Lucinda (Luce) Price é enviada para uma escola interna no estilo reformatório, chamada Sword and Cross. Se me permite dizer, nomezinho clichê e sem criatividade em uma história ficcional viu. Mas vamox seguir porque isso é culpa da autora dos livros. Ela é enviada pra lá porque anda birutinha e umas desgraças andam acontecendo com ela, aí os policiais disseram que ou enviavam ela pra lá, ou pra um hospital psiquiátrico pra internação. Ok. Ela foi. Lá ela conhece uma galera meio estranha, e dois moços que ela fica tendo deja vu loko do tipo "já te vi antes migo". Um deles é todo darkzinho from hell 666 e se chama Camden (Cam pros íntimos, interpretado pelo Gilbertson), o outro é todo principezinho da disney, loirinho, fortinho, tchutchukinho, "to te evitando mas nos corte de cena te olho com tesão", etc. Cês conhecem o perfil. Esse último seria o Daniel Grigori, interpretado pelo Irvine. Aí umas coisas muito bizarras começam a acontecer, morre umas pessoas, e ela começa a lembrar de uns acontecimentos surreais dum passado que não deveria ser dela.

Agora vamos para a parte crítica, que se você ainda não leu o livro ou viu o filme, acho melhor evitar.



Primeiramente queria dizer que o filme não é tão ruim. 
Já começo assim porque sei beeeeeeeeeeeeeeeeeeeeem como são fãs literários. E nisso eu até me incluo. Nós odiamos adaptações (na real é um relacionamento de amor e ódio), já que sempre distorcem a história do livro que a gente tanto ama. Bom, talvez pense isso por não ser fã dessa saga de forma real oficial, mas eu gostava e lembrava dos acontecimentos, então me acho no direito de dizer que NÃO, NÃO FICOU TÃO RUIM O FILME.

Inclusive achei ele bem bom. Por quê?

Bom, vi logo depois do final algumas criticas comentando que ele estava meia boca, falando de questões técnicas como cortes um pouco mal feitos e transições ruins. SIM, teve de fato várias transições que te faziam dizer EITA PRA QUE. Mas, aí, vocês tem que entender uma coisa: esse filme foi uma produção com base HÚNGARA e de BAIXA RENDA. Não adianta julgar como se fosse 50 tons de cinza, gente. Sério. Cês esperavam o quê? Beyoncé cantando oh oh oh oh oh no no no no fundo com transições suaves e enevoadas? SASPORRA NAO TINHAM DINHEIRO PRA ISSO NÃO. E pra exemplificar em números, a renda para a produção desse filme foi de 40 milhões de dólares. O primeiro filme de Crepúsculo, produzido em 2007 (anos antes, o que me faz pensar que logicamente o valor das coisas atualmente já subiu muito) foi considerado de baixa renda para um YA sobrenatural e foi gasto 37 milhões de dólares - o último da série crepúsculo teve 110 milhões de dólares na produção, e mesmo assim teve uns efeitos WHAT... sacou? Cê não pode ter a audácia de esperar muita coisa em questão de efeitos especiais e edição com esse valor humildão de 40 milhões. Eles provavelmente gastaram já uma pá de dinheiro em locação (os cenários são bonitos, devem ter sido caros, mas se resumem em: floresta/mato e o castelo aka escola).


Outra questão que me incomodou foi a escolha do elenco. Eles souberam recriar muito bem figurinos da capa dos livros e looks, e isso salvou... Porque se dependesse do cast principal... O único que estava perto do que era imaginado como personagem era o Irvine no papel de Daniel. Ficou quase como imaginei. A Timlin me deixou bolada no ínicio, mas ao decorrer do filme acho que aceitei. Achei ela meio velha pro papel - depois descobri que ela é de 93, o que não deveria ser tão velha pra interpretar uma menina de 17 em 2014... mas ela tem cara de mais velha. infelizmente. MAS O QUE ME DEIXOU MAIS WTF foi o Cam. Gente... Que erro rude de escolha. Não digo que o ator não tenha interpretado de forma ok, mas ele não tinha nada a ver com o Cam e se não fosse as roupas e o cabelo levemente no estilo do personagem, eu ia ter sofrido mais ainda.  Porém entendo o quão difícil é adaptar um livro, uma vez que cada fã tem uma versão diferente da aparência física do personagem dentro da sua cabeça. É a vida. Gostei muito dos secundários, mas confesso que isso pode ter vindo do fato que não lembro das descrições físicas dos mesmos no âmbito literário. A Penn, interpretada pela Lola Kirke, estava ótima, seja ela parecida com a versão do livro ou não. 

Mas queria elogiar duas questões fundamentais. Uma é estética. Eu adorei a ideia de como retrataram as asas dos anjos. Saiu do clássico e transformaram elas em uma presença "etérea". Achei lindo, diferentão e que deu um "quê" na produção. Provavelmente teve galera que não gostou. Eu amei.
A outra coisa a ser elogiada, no meu ponto de vista, é a fidelidade com a história.
Teve sim alterações em algumas cenas, onde aconteceria algo no livro e que não aconteceu no filme... Mas isso é comum. Eles precisaram encurtar um livro em 1h31min de filme... Óbvio que ficariam coisas de fora. No entanto, perto de muitas outras adaptações que já vi, a essência da história manteve-se muuuuito fiel e eu, como não sou muito cricri com essa questão, achei até muito bem feito o roteiro. Novamente: o que mais estragou foram as transições ruins ou apressadas.

Acredito que todo mundo que já leu o livro deveria ver o filme. Sim, de mente aberta, mas vê-lo mesmo assim. Não critiquem tanto e pensem que é muito legal que essa produção finalmente saiu da gaveta nénom? Há papos que a produção do segundo filme (Tormenta) já está saindo, o que é um "grazadels" porque, assim como no livro, o filme acaba com um cliffhanger que ficaria tristemente sem explicação caso o segundo longa fosse engavetado. Vamos torcer que levem adiante! Lá em 2014 foi comentado que já estavam fazendo a sequência, mas desde então nada... Não que eu tenha procurado muito a fundo, confesso que não... Mas se souber de mais alguma coisa posto aqui depois.

<3

Ah, e uma curiosidade: o Irvine, aka nosso Daniel anjinho, recusou o papel de Peeta (Jogos Vorazes) e do Tobias em Divergente. Ele não queria a fama que vinha com esse tipo de personagem. Ou ele mudou de ideia ou viu logo de cara que esse filme não ia hittar. LOLOLOL.


Avaliação geral da Lari: 7.5/10.

Olaolaolaaaaaa!

O que venho fazer hoje? Venho resenhar o livro Azeitona, do autor brasileiro Bruno Miranda (AKA Bubarim no iutubio). 

Então vamox lá.



Minha história com esse livro foi um pouco curiosa. Meu melhor amigo havia apresentado o canal do Bubarim para minha pessoa fazia uns bons meses. Vi alguns vídeos, achei ele legal... E aí acabou. Recentemente, porém, estava eu na casa desse mesmo amigo e, em determinado momento, enquanto ele assistia o histórico de snaps dos contatos dele, abriu o do Bruno. “Do Bruno”... Olha eu fazendo a íntima. 

Vimos os snaps dele juntos, e aí o bixin estava viajando e falando que visitaria Porto Alegre no dia seguinte, para divulgar o livro dele. Olhei para meu amigo, com a típica cara de bunda que dizia “opa, mais um vlogger recém saído da adolescência lançando biografia?”. Fiquei bolada. Gostava dele.

E um parênteses imaginário aqui só para deixar claro que: sou super a favor de vloggers e, inclusive, curto quando lançam coisas e não me oponho a terem fãs que adoram esses produtos. Mas fico boladíssima quando uma menina de 15 anos ganha apoio financeiro e tudo mais de uma editora para lançar uma biografia de vida. Que vida? Miga cê só tem 15 anos e fala de assuntos rotineiros na internet! Você vai falar o que? Sobre a primeira menstruação? Primeira vez comendo no mc donalds? Temos vários autores e autoras boas com livros engavetados porque as editoras não querem dar base, e aí…. Bom… Enfim.

Quando reclamei disso para meu amigo, ele disse: “Não! Tá aí a parte legal. É livro de história mesmo!”

Fiquei chocada. Impactada. Embasbacada. Perguntei sobre o que era (por que é mais fácil perguntar do que digitar duas palavras E procurar no Google).

“Ah, é sobre um menino e uma menina que acabam fingindo que são um casal pra entrar num reality show lá, mas ela tem namorado”. Foi mais ou menos assim a sinopse modesta que meu amigo que deu. Gamei adorei amei choquei né. Cês sabem meu amor com essas coisas de ~fake relationship turning real~…

Nas noites seguintes passei várias horas assistindo vídeos do canal do Bubarim porque restabeleci uma nova base de respeito com ele. O cara tem 21 anos e vai lançar um livro de ficção. Come here and lemme Love you.

Googlei sobre o livro e achei em pré-venda (eu acho) na Saraiva. Claramente aproveitei o frete e comprei mais um outro, que cês vão ver resenha mais pra frente, mas enfim…
Nunca vi um livro chegar tão rápido lá em casa. Acho que demorou três dias úteis só. Claro que o outro veio separado e demorou duas semanas, mas isso são detalhes. 

Assim que chegou, naquela mesma noite, iniciei a leitura. Confesso, no entanto, que larguei ele depois de umas trinta páginas, e fui pegá-lo novamente apenas uma semana depois.

O motivo?

Bom, menina Larissa está acostumada a ler muito romance. Quando vi a premissa do livro - um menino convida uma colega pra participar de um reality show de adolescentes grávidas a fim de ganhar o cache fingindo que eles são um casal com um bebê - esperei que tudo embasasse o romance. Como de costume. Mas foi aí que errei. 

Azeitona não é um romance. Ele pode ter romance, mas é basicamente uma narrativa da vida do protagonista, um jovem de 17 anos que mora apenas com a irmã mais velha desde que perderam os pais cedo e de forma abrupta. Mostra sua dificuldade em lidar com ser um peso pra irmã, e sua cabeça adolescente, vezes ousada e vezes madura.

E é aí que me surpreendi. Quando rebootei meu sistema e deletei as informações pre definidas que tinha do livro antes mesmo de lê-lo, percebi o peso emocional bem descrito nas páginas, e admitirei que a história tenha sido escrita por um jovem brasileiro de 21 anos. Não tinha vícios de escrita, não tinha problemas narrativos. Claro que isso sempre pode ser agradecido aos editores, revisores e etc, mas o estilo de um texto vem do autor, e o Bruno está de parabéns com o seu.

Super indico Azeitona a todos que querem se desprender apenas do romance e ler uma história juvenil e divertida, que aponte problemas familiares e do dia a dia, tanto escolares como em sociedade no geral. A narrativa também dá peso para a mentira e a proporção que ela pode tomar ao não analisarmos todas as suas consequências. 

E agora? Além de indicar o livro, ficar feliz por Bruno ter conseguido a oportunidade de publicar sua história e que eu tenha conseguido aproveitá-la, fico aqui no aguardo para a próxima história do youtuber, que me fez mais fã dele depois desse projeto autoral. 

Amém graças a Deus Inês Brasil. 


PS: perdoem a miga aqui, esse texto foi digitado no celular enquanto esperava o início de uma aula de japonês e, sendo assim, pode conter uns vários typos.

PS2: Achei o título estranho totalmente condizente com o estilo do livro depois que terminei de ler... Mesmo que no começo tenha pensado ???????????????


Vocês precisam estar conscientes de duas coisas antes de ler “A verdade sobre nós”, da autora Amanda Grace:

Essa é uma história de amor

Nem todas as histórias de amor são como esperamos.

Melhor pedida para quem curte o gênero romântico/juvenil, narrativa em primeira pessoa e um pouco de dor, A Verdade Sobre Nós é a leitura indicada para desopilar sem necessariamente pegar um livro intenso, mas que ainda assim te deixe pensando e questionando fatores interessantes.

Em primeiro lugar, quero deixar claro do que se trata o enredo: uma aluna de 16 anos, precocemente na faculdade, apaixona-se pelo professor, 9 anos e meio mais velho.

Quando comprei, o que me ganhou foi a capa (sou fútil, cês já sabem) e a sinopse. Queria esses clichês que nos divertem com um amor proibido e tudo acaba bem no final.

Oh... se não estava eu longe da realidade. 

Quando abri o livro, já levei um chute: a narração, em primeira pessoa, é feita no formato carta. Mas não assim, tipo aqueles livros que abrem e fecham um e-mail a cada capítulo. Não. A narrativa toda segue igual do início ao fim, sendo interrompida aqui e ali, mas sempre mantendo a premissa: a protagonista escrevendo uma carta ao cara, revivendo toda a história deles. Em nenhum momento essa dinâmica muda.

E é surpreendente como, ainda assim, a autora consegue transportar o leitor para a realidade da história. Pela primeira vez - dentre minhas leituras - pode-se ver uma situação não fantasiada de um romance clichê fadado a dar problemas; a visão apaixonada, mas ainda inocente, de uma menina de 16 anos (que, por mais adulta que seja, teve suas características adolescentes muito bem descritas em seu discurso na “carta”, onde se pode identificar o despreparo ainda latente para a vida e os problemas ainda inocentes da trajetória de alguém que está começando a querer sua independência).

Esse livro não foi, em nenhum momento, uma leitura que me desapontou. Me surpreendeu, me deixou triste e emotiva (nada muito intenso), mas não me deixou insatisfeita com o desenrolar da história. Foi aquele tipo de situação onde pressentimos e vemos o que vai acontecer, mas nem por isso se torna menos interessante quando chegamos lá no final.

~
A todos que desejam fugir do clássico romance, recomendo A Verdade Sobre Nós, que vocês podem encontrar pra vender na Saraiva, Submarino ou Amazon.br (mais barato até a data).

:) 
  
(SPOILERS POR AÍ. BE AWARE)


O título provisório desse post na verdade era: A resenha que eu não queria estar escrevendo.

Sério. Foi o título que pensei inicialmente para esse texto. Mas, se formos considerar, também não tinha nos planos traçar um paralelo entre dois livros, no começo queria apenas falar sobre minha experiência lendo a série After, de Anna Todd.


Por sorte, enquanto pensava muito sobre a resenha e pouco escrevia, tropecei no livro Meu Romeu (Leisa Rayven) e ele me cedeu mais ou menos o material que eu necessitava, e que encaixava com a minha forma de pensar enquanto se tratando da construção de personagens masculinos badboys em livros YA atualmente.